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097ST – O sacerdote é Jesus Cristo, o vinho novo, para nós!

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O casamento em Canaã da Galiléia, ou seja, a festa das bodas de Canaã é só o protótipo desta eterna festa de casamento de Jesus com sua Igreja. “... Escreve: Felizes aqueles que foram convidados para o banquete das núpcias do Cordeiro. E acrescentou: Estas são as verdadeiras palavras de Deus”.(Apo, 19-9)
O sacerdote além de ser o noivo é também o vinho novo que Jesus serve aos convidados para fortalecer a sua noiva e inebriá-la de amor. É a própria carne do coração de Jesus Cristo, seu sangue, raiz da identidade existencial de serviço. Há uma relação estreita entre a Eucaristia e o sacerdócio.
A humanidade do sacerdote é somente as talhas d’água que Nosso Senhor transforma em vinho novo, que é o próprio Cristo para servir à sua Igreja. Alguns pensam que os sacerdotes são só água tirada da torneira, que são apenas homens!... Mas, nós leigos, experimentamos a presença do Cristo no sacerdote e cremos que é o vinho novo.
“Ora, não havia mais vinho, pois o vinho do casamento tinha-se acabado...”João 2,3. Tem gente que está assim, igual este casamento, acabando o vinho da alegria da santidade no meio da vida militante ainda. Embora se em alguns padres em crise, parece que não há mais vinho. Veja bem, é só aparência, pois Jesus garante sua presença Real neles sempre!
“Ora, não havia mais vinho, pois o vinho do casamento tinha-se acabado. Então a mãe de Jesus lhe disse: Eles já não têm vinho”.(Jo, 2,3). E de água de torneira, Jesus fez vinho. Também faz simples homens serem sua própria Presença, o vinho, a alegria da festa.
No serviço eclesial do ministro ordenado, é o próprio Cristo que está presente na sua Igreja enquanto cabeça de seu corpo, Pastor de seu rebanho, Sumo Sacerdote do sacrifício Redentor, Mestre da Verdade.
A Igreja expressa isso dizendo que o sacerdote, em virtude do sacramento da Ordem, “age ín persona Christi Capitis” (age na pessoa de Cristo-Cabeça). Catecismo da Igreja Católica, 1548, pág. 366.

 

Os sacerdotes precisam ser Jesus numa identificação profunda, ser cabeça da Igreja, para ser autoridade na Igreja. Amar a Jesus Cristo com entusiasmo de “ser um Nele” e não como se fosse um casamento, uma parceria.
Ser um com alguém é andar em um mesmo caminho, é complementação, é “ser um com Ele”. É acertar o passo como no casamento.
Muito mais que isso, o sacerdote é “ser um Nele”, é mesma identidade existencial.
Ser um Nele é uma identidade muito mais profunda, é uma mesma realidade existencial, com identidades ontológicas diferentes: divina e humana.
Como Jesus trazia em si o Pai, o padre traz em si mesmo a pessoa de Jesus Cristo. “E se julgo, o meu julgamento é conforme a verdade, porque não estou sozinho, mas comigo está o Pai que me enviou”.(Jo, 8,16).
Jesus permanecia na vontade de Deus Pai e no Jardim das Oliveiras ou Getsemani até falou disso em Mt 26,39: “Meu Pai, se é possível, afasta de mim este cálice! Todavia não se faça o que eu quero, mas sim o que tu queres”. E também citou que a vontade de Deus Pai era seu alimento diário. “Meu alimento é fazer a vontade daquele que me enviou e cumprir a sua obra”. João 4,34.
Jesus espera que seus padres tenham com ele, a mesma atitude que ele teve com seu Pai. “Em verdade, em verdade vos digo, o filho de si mesmo não pode fazer coisa alguma; ele só faz o que vê fazer o Pai; e tudo o que o Pai faz, fá-lo também semelhantemente o Filho”.(Jo, 5,19). O sacerdote precisa conquistar de si mesmo esta identidade de vontade com seu sócio majoritário Jesus Cristo.
Será que hoje, nós leigos não estamos reconhecendo esta identidade, ou, será que nossos queridos sacerdotes não estão querendo se confundir com o Cristo? ...
Com todo o carinho, quero encontrar Jesus Cristo em cada sacerdote, que Deus colocar no meu caminho, para cuidar ou para ser cuidada.
 
 
 Juracy Villares
Comunidade Missionária Santíssima Trindade
www.cmsantissimatrindade.org.br

Juracy Villares

Do livro: “Vocação: uma vida encantada com Deus!” de Juracy Villares.

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