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144 ST – Religião de subida no Coqueiro ou entrega ao vôo do Espírito Santo !

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144 ST – Religião de subida no Coqueiro ou
entrega ao Vôo do Espírito Santo!
 
Esta foi a minha 1ª Palestra em 30/05/1981, na RCC, em Ribeirão Preto.
 
Um dia em minha vida percebi que eu tinha uma religião de coqueiro com as minhas justiças. O coqueiro era as minhas boas obras para ir ao céu. Já viu subir ao céu por um coqueiro? Grande ilusão! Isto é uma religião de aparências.
Deus estava lá em cima, longe de mim e eu me esforçava para alcançá-Lo e tinha uma tênue vontade de ser santa ou muito cristã.  Deus era distante e eu nunca chegava.
Mas à medida que eu me esforçava para subir o coqueiro, rumo ao céu e fazia as boas obras, sempre pensava muitos modos de ter lucro na industria de pescar homens. Eu percebia que alguma coisa falhava, eu não tinha persuasão ou não era muito convincente. As pessoas se convertiam por um tempo só.
Também no meu relacionamento comigo mesmo não ia bem (eu x eu). Eu crescia até certo ponto, depois eu caia e quanto maior o crescimento, maior o tombo. Eu ia crescendo, crescendo fazendo as minhas obras cristãs e me envaidecendo orgulhando-se e me comparando com outros cristãos. Eu os julgava e via muitos outros cristãos como inferiores a mim. Eu via mais os defeitos deles que as qualidades. De repente, eu caia do coqueiro de minhas obras.
E este Deus distante, mais morto e histórico do que vivo, assistia passivamente a minha angustiante vida religiosa decaída. Eu não gostava de pensar muito neste Deus, porque se eu visse estes defeitos dele, eu me desanimava. Eu caridosamente rezava pouco. Este não era um Deus verdadeiro e eu nem desconfiava disto.
Eu nunca percebera a pequenez de minhas obras humanas diante da grandeza do Deus verdadeiro! E que minha religião era como se fosse comparado a um coqueiro que por mais que cresça nunca vai chegar aos céus. Nós nunca somos salvos por nossas obras como pensam alguns. Também as minhas obras de caridade brotadas de meu eu, por mais que sejam boas, nunca alcançariam o Céu. Jamais obras humanas cegam a grandeza e a perfeição de Deus Verdadeiro.
Eu vi também que nem eu conseguia me libertar dos erros, vícios e defeitos. Eu via que eu não melhorava nada. Era tudo um ópio, um teatro de religião de aparências, de cargos, de status. Era um crescer e aparecer da minha personalidade apenas.
Minha irmã Joselita foi a uma experiência de oração e me mostrou um trecho da Bíblia que furou todo o mecanismo da minha indústria de autoadoração ou cristão carnal ou da minha religião de aparências ou de subida aos céus pelo coqueiro das minhas boas obras. Dizia em Efésios 2,4-10 que:
·         Deus é rico em Misericórdia; não está passivo e longe, tem grande amor!
·         Amou-nos e deu-nos vida quando estávamos mortos pelo pecado;
·         Amou uma gente que não presta,  ruim, morta pelo pecado: ‘eu’.
·         Nos fez assentar nos céus e eu me esforçava tanto...e a enganosa na subida do coqueiro!...
·         A Salvação é Gratuita e pela fé. Jesus Cristo já morreu na cruz por mim!
·         Não provem de merecimentos, nem de obras, para que ninguém se glorie!
Que ridícula a religião de subida no coqueiro das obras e caridades para chegar ao céu.
Eu vivi algum tempo com este impacto de receber Amor e me entregar a um amor tão grande e forte, agradecendo por tanta bondade e gentileza de um Deus Todo Poderoso, Onipotente, Oniciente e Onipresente.
Confirmei em Fil.2,13 que é Deus quem realiza em nós o querer e o fazer. E na minha antiga religião eu achava que eu fazia tudo...
Em Rom.3,10-12 vemos que não há nenhum justo. Ninguém é bom!
Em julho de 1979 eu falei que buscaria a Deus sem parar, sem desanimar até o fim da minha vida.  Aí eu vi minhas incoerências... Pois pregava e não conseguia viver o que eu pregava! Mas, foi difícil admitir que eu não era boa aos olhos de Deus e que sem a sua ajuda, ninguém é bom!
E Rom.3,22-24 vi que realmente ocorre a gratuidade da Salvação. Mas qual é a minha parte nesta sociedade?
A Salvação por Jesus Cristo é gratuita, não depende de obras nem de mérito, mas ocorre mediante a . O que é a fé? É a certeza do que não se vê. He11,1. É buscar o que se tem certeza. E sem ela é impossível agradar a Deus. He.11, 6. Com a fé vivida ocorre a entrega da vida a Deus.
Se eu tenho Fé, confio em Deus, preciso me entregar, dar tudo o que sou e o que tenho a Deus. Como quando eu sento, dou o meu corpo todo a cadeira. Eu me apoio nela. Ninguém descansa se senta com uma perna só ou pondo só uma parte do corpo na cadeira ou senta apoiando-se nos pés? A entrega deve ser total e de balançar as perninhas Mt.13,44-45.
A entrega deve ser total e não só dizer a Deus que entrego e fica dando ordens. Não deve ser uma entrega de patroa a empregada: ‘Eu te entrego meu filho. Olhe meu filho. Eu te entrego, toma conta dele. Faz assim, assim, assado!...Eu te entrego. Cuidado!...’
Deve ser uma entrega sem restrições e é bom que se diga tudo o que eu não queria que ocorresse. Por exemplo; quando tenho medo de perder o filho digo: Meu Deus eu te entrego o meu filho. Se ele viver, obrigada e se ele morrer, obrigada.
 É muito importante verificar se a minha entrega é de coração, falando ou testando todas as possíveis situações que possam ocorrer e ver se realmente eu vou crer que esta é a vontade de Deus para mim e se farei louvor.
 O duro é confiar a vida e sentar na cadeira real cristã! Mas pensando que a cadeira é a asa do Espírito Santo fica mais fácil. É no Espírito Santo que ponho a minha confiança! Mas, é perigoso e aventura, o voar!... Mas, Jesus Cristo prometeu o Espírito Santo para que fique eternamente conosco. E é para permanecer n’Ele. Jo.15,4-5.
Confiar que se eu entrego tudo vou sentar nos céus. Eu devo me apoiar inteiramente no Espírito Santo e permanecer nele haja o que houver. Como quando sai da barriga da mãe e nunca mais volta. Assim, se eu sentar nas asas do Espírito Santo é para sempre. Nasci para o céu, sem voltar à carne. Jo.3,3-6. As asas do Espírito Santo não são quietas, monótonas, estáveis e tranquilas. Vamos voar com Ele nas alturas e nos perigos, aflições! Voar nas unções profundas e nas perseguições! Nunca desça do Espírito Santo!   Coragem! Eu venci o mundo! Jo.16,33.
 
  Juracy Villares.
 Comunidade Missionária Santíssima Trindade.
 
 
 
 
 
 

Juracy Villares

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