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O amor de Deus Pai

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Deus é nosso Pai -- Papai Deus... Papai Deus!
O que consiste a nossa imagem e semelhança com Deus?
O que Deus espera de nós?
Deus Pai quer que tenhamos o domínio sobre a natureza. Mais que isso, Ele quer que nós possamos celebrar a santidade de seu nome, amando. Deus espera que sejamos Javezinhos, sejamos de sua natureza, da natureza do Amor, com sua força, à sua imagem, para dominarmos a terra e os seres vivos como verdadeiros filhos do Rei, para o Amor!
Deus disse: “Façamos o homem à nossa imagem e semelhança.” Gen 1,26. Mas em que consiste esta imagem e semelhança?
Nosso Deus chama-se IAHWEH que quer dizer : “Eu Sou” . Moisés disse a Deus: “Quando eu for para junto dos israelitas e lhes disser que o Deus de seus pais me enviou a eles, que lhes responderei se me perguntarem qual é o seu nome?” Deus respondeu a Moisés: “EU SOU AQUELE QUE SOU”. E ajuntou: “Eis como responderás aos israelitas: (Aquele que se chama) “EU SOU” envia-me junto de vós”. (Êxodo 3, 13-14).
Poderíamos falar: “I’am” ou “Je suis” ou “Io sono” ou “Yo soy”. Nosso Deus é o EU SOU. Ele é a existência, nós somos seus filhos e criaturas suas. “Filho de peixe, peixinho é.” Somos rastros e raios desta Existência, somos “existenciazinhas”. “Deus é amor” (I Jo. 4, 16). Filho de Amor “amorzinho é”. Somos Amorzinhos! Somos da imagem e semelhança de Deus quando assumimos o Amor em nossas vidas.
Jesus disse: “Quando tiverdes elevado o Filho do Homem, então sabereis que EU SOU”. Jo 8,28 No gesto da Cruz está o verdadeiro ato de auto transcendência, de Amor, de filho de JAVÉ.
Jesus tinha um bom relacionamento com seu Pai Deus. “Meu alimento é fazer a vontade daquele que me enviou e cumprir sua obra“ (João 4,34) “E o meu Pai que me enviou, ele mesmo dá testemunho de mim”. (João 5,37)
Jesus tinha uma fé absoluta na realidade da presença de seu Pai: “Eu e o Pai somos um.” (Jo, 10,30), e fé no poder absoluto de seu Pai sobre todas as coisas: “Numa só palavra de Deus compreendi duas coisas: A Deus pertence o poder.” (Sl, 61, 12).
Várias vezes Jesus se submeteu à autoridade humana e a considerava derivada de seu Pai conforme: “Cada qual seja submisso às autoridades constituídas. Porque não há autoridade que não venha de Deus, e as que existem foram instituídas por Deus. Assim, aquele que resiste à autoridade, opõe-se à ordem estabelecida por Deus; e os que a ela se opõem atraem sobre si a condenação.”(Rom. 13, 1-2). É obedecendo às autoridades humanas, que vamos nos educando para crer no poder de Deus, dando a Deus o que é de Deus: reverência à sua autoridade. “Jesus então lhes replicou. “Dai, pois, a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus”....”(Mc. 12, 17).
Para Jesus a realidade do mundo era inferior à realidade de Deus que era plena. Falta-nos intimidade com Deus para colocarmos as realidades nos devidos lugares. Jesus tinha Fé no Amor paterno de Deus. “Eu e o Pai somos um.” (Jo. 10,30). Jesus descansou nos braços de Deus e nos revelou que Deus é Pai. Com Deus Pai nós podemos ser sempre filhos pequenos e nunca chega a hora do desmame, da emancipação psicológica.
Deus Pai nunca envelhece, não morre, não acaba nem fica esclerosado. E nós podemos ser sempre filhos, dependentes, podemos chorar, ser frágeis sempre, descansar em um Pai que é nosso e não só do vizinho. Deus Pai se alegra em nos dar as bênçãos necessárias. “Se vós, pois, sendo maus, sabeis dar boas coisas a vossos filhos, quanto mais vosso Pai celestial dará o Espírito Santo aos que lho pedirem.” (Lc, 11,13). “Naquela mesma hora Jesus exultou de alegria no Espírito Santo e disse: Pai, Senhor do céu e da terra, eu te dou graças porque escondeste estas coisas aos sábios e inteligentes e as revelaste aos pequeninos. Sim, Pai, bendigo-te porque assim foi do teu agrado. Todas as coisas me foram entregues por meu Pai. Ninguém conhece quem é o Filho, senão o Pai, nem quem é o Pai, senão o Filho, e aquele a quem o Filho o quiser revelar.” (Lc, 10, 21-22).
Jesus não colocava limites no poder e na ação de seu Pai para ajudar os homens. Parece que a nossa falta de visão escatológica , ou a nossas vistas curtas de formiga, são obstáculos aos planos de Deus. “...porque a Deus nenhuma coisa é impossível.” (Lc, 1,37). “Adiantou-se um pouco, e prostrando-se com a face por terra, assim rezou: Meu Pai, se é possível, afasta de mim este cálice! Todavia não se faça o que eu quero, mas, sim, o que tu queres.” “Crês tu que não posso invocar meu Pai e ele não me enviaria imediatamente mais de doze legiões de anjos? Mas como se cumpririam então as Escrituras, segundo as quais é preciso que seja assim? .” (Mt. 26,53-54).

Juracy Villares

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