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Marcados para Deus! 1Cor. 16,23

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Ah ! . . . Como quero amar Jesus ! . . .
Do livro: “Vocação: uma vida encantada com Deus!” de Juracy Villares.

Se alguém não ama o Senhor, seja anátema. (maldito) “Maranathá”. Vinde, Senhor Jesus! 1 Cor 16, 23. Esta é uma palavra muito dura!...
Também duros estão os corações das pessoas de hoje! Estamos vivendo tempos de apostasia. “O Espírito diz expressamente que, nos tempos vindouros, alguns hão de apostatar da fé, dando ouvidos a espíritos embusteiros e a doutrinas diabólicas, de hipócritas e impostores que, marcados na própria consciência com o ferrete da infâmia...”(1Tim. 4,1-2). “Sabei antes de tudo o seguinte: nos últimos tempos virão escarnecedores cheios de zombaria, que viverão segundo as suas próprias concupiscências”.(1 Pe.3,3).
Eu quero amar Jesus Cristo, corresponder ao seu amor e muito!... Quero amá-lo muito mesmo!... Eu questionava Jesus: “será que não estou Te amando?...”
Lembro-me de que, quando era menina, meu pai deu um bezerro para cada uma das filhas e contava estórias e estórias do futuro boi, do que nós poderíamos comprar com dinheiro da venda do boi, que o dinheiro ficaria no banco, na poupança.
E não gostei quando disse que precisava marcar o meu bezerro. Eu era a sexta filha e a minha marca era: “nº6”, precisava ser gravada a ferro em brasa no bezerro. Meu pai cobria de vantagens a operação de fazer as marcas: ninguém vai confundir qual é o seu boi. A marca é para sempre!... A marca é a identidade do bezerro. A ferida sara e o boi tem dono! É bom para ele, tem respeito. Bezerro marcado tem dono!... Se fugir, é só buscar... Nunca se perde um bezerro marcado!
Eu ficava apavorada com a marca do boi. Tinha medo que doesse muito! Imaginava a ferida da queimadura. Era um preço muito caro ser meu. Eu já me colocava no lugar do boi. Eu estava quase desistindo de ter um boi! Dizia meu pai: Que bobagem é esta, que menina boba? Pensava até em fazer promessa a Santo Antônio para não doer no meu boi as marcas!
Quando jovem, queria ser de Deus com gosto, funcionária em tempo integral! Já mais adulta, quando compreendi a vida e a fragilidade humana tive medo de me perder de Deus, quis ser de Deus com pertença e com marcas. Disse Jesus: “Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus”. (Lc. 20, 25). Somos de Deus! Pedi a Jesus para ser sua de corpo e alma, bem marcada como os bois de meu pai para nunca me perder na apostasia. Até achei fundamento bíblico: “Doravante ninguém mais me moleste. Pois eu trago em meu corpo as marcas de Jesus.”(Gal.6,17).
Que serão as marcas de Jesus?... Será o amor?... Será a rejeição?... É muito fácil e cômodo ter marcas físicas só no corpo. O importante são as marcas espirituais e psicológicas de Jesus que adquirimos com amor a Jesus, a oração, a comunhão e convivência com Jesus na meditação da Bíblia.
Realmente, cada pessoa tem a marca de seu dono, para quem vive, a quem serve, de quem encontra o sentido da vida. Jesus Cristo é o nosso Senhor e nosso dono!
Os fumantes trazem a marca de seu dono “O cigarro” em seus dentes, em seus dedos e no seu hálito. Os lavradores quando vêm do trabalho trazem no corpo empoeirado e na roupa a marca de sua dona, de sua pertença : “A terra”. Também os alcoólatras trazem as marcas de sua dona “A bebida” em seu hálito, em seus olhos vermelhos, na sua fala mole, no seu tremor matinal. Os operários têm calos nas mãos, suas unhas têm graxas, as marcas de seu oficio que lhes dão sentido à vida... Os drogados têm olhos vermelhos e pupilas dilatadas, têm linguagem típica, narinas feridas, tatuagens no corpo, sinais de seu dono “O vício da droga”.
Os casais bem casados trazem os sinais da pertença ao cônjuge em suas atitudes, em seus hábitos, em seus traquejos, em seus costumes que se tornam comuns com o passar do tempo, com a comunhão, o amor, a convivência.
Nós, cristãos, que comungamos Jesus e vivemos uma aliança com Ele, precisamos ter os mesmos valores e critérios de Jesus em nosso comportamento, não fazendo distinção de pessoas, vivendo sem ter inimigos, buscando ter tempo de oração a sós com Deus, buscando a unidade na diversidade, respeitando as nossas diferenças, dando espaço para todos como Ele era e é.
Nós, cristãos, que amamos Jesus não podemos ter outros donos. Nós precisamos ter as marcas de Jesus em nossa personalidade, no nosso olhar, no nosso ouvir as pessoas, em nosso jeito de amar as pessoas.
Jesus mesmo disse em João 13,34-35: “Dou-vos um novo mandamento: Amai-vos uns aos outros como eu vos tenho amado, assim também vós deveis amar-vos uns aos outros. Nisto todos reconhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros.”
Se alguém não ama o Senhor, seja anátema. (maldito) “Maranathá”. Vinde, Senhor Jesus! 1 Cor 16, 23.

Juracy Villares

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