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Alimento Espiritual: Artigos e Formação

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Ser Mulher! Ser Mãe! Ser Profissional!

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Ser Mulher, ser feminina por opção pessoal, é uma necessidade para a identidade psicológica da Mulher, e como tal, adquire  um modo próprio de ver a vida,  de sentir a vida e de escolher prioridades, parceiros adequados, profissões, missões existenciais de vida coerentes com o sentido de seu jeito de ser, de existir.
Descobrir o  Sentido,  a missão  existencial de ser  Mulher no mundo de hoje! O sentido de ser namorada! O sentido de ser esposa! O sentido de ser mãe! O sentido de ser Profissional! O sentido da vida! Isto nos faz feliz!
As mulheres ainda não são valorizadas, reconhecidas no melhor de si mesmas e na sua peculiaridade feminina, mesmo após 20  séculos de tantas e tantas lutas para ter um lugar ao sol e garantir sua igualdade, com os  mesmos direitos que os homens.
Vimos a árdua luta da mulher para ser reconhecida e conquistar um lugar na sociedade junto do homem. Mas o movimento feminista é desleal para consigo mesmo, faz uma luta injusta, pouco autentica, matando a imagem real da mulher, porque partiram de uma premissa errada: a igualdade entre os sexos e a comparação com os homens sem considerar a qualidade de ser mulher, e as prioridades existenciais diferentes e peculiares.
Conquistaram  só equiparação quantitativa em remuneração, carga horária de trabalho, oportunidades políticas, oportunidades profissionais, a dignidade de votar, e vários direitos...  iguais aos dos homens. E sendo esta  diferença sexual  ignorada, as mulheres passaram a ser tratadas como sombras dos homens. A sociedade caiu no exagero de achar normal até as mulheres criarem sozinhas os seus filhos.
 O movimento Feminista tentando igualdade de condições e de direitos quantitativos com os homens sem reconhecer a qualidade original, o sentido de ser mulher, perdeu um espaço psicológico próprio e peculiar, uma postura diferenciada de ser Mulher que enfatize  o sentido de existir feminino, o sentido de Ser Mulher.
A mulher tem paradigmas autênticos de vida profundamente diferentes do homem e necessita de parâmetros sociais qualitativamente originais e respeitados que garantam sua existência como mulher, com sentido de vida feminino. “Do mesmo modo vós, ó maridos, comportai-vos sabiamente no vosso convívio com as vossas mulheres, pois são de um sexo mais fraco. Porquanto elas são herdeiras, com o mesmo direito que vós outros, da graça que dá  a vida. Tratai-as com todo respeito para que nada se oponha as vossas orações”. (1 Pedro 3, 7)  Note que a Palavra de Deus mostra a natureza delicada da mulher, seus direitos equiparados, e ser tratada com respeito é pré-requisito para os homens serem ouvidos por Deus. Deus cuida de nós!
Porque e para que,  Deus sonhou criar a Mulher? Qual é o  significado da Mulher no plano de Deus? Quais são os traços psicológicos da Mulher? Colecionei vários versículos da Palavra de Deus para pensar no significado da Mulher aos olhos de Deus e descobrir melhor o brilho de seu Amor por nós.
Em Gen. 2,18-22 vemos que a mulher é a companheira adequada do homem, complementar ao sentido de ser homem, feita por Deus, tirada da costela do homem. O tórax é a sede das emoções humanas. Temos aí, um sentido de ser Mulher. A mulher equilibra, domina melhor sobre as emoções humanas, contorna situações de modo indireto, é mais afetiva, é ternura, suporta mais fácil as dores e as frustrações do dia à dia. A mulher é escolhida por Deus para ser ternura, para ser o oásis da família. É conciliadora e consoladora.
Ao considerarmos a dimensão biológica do ser humano como referência de sua função existencial, vemos que a mulher é voltada para o interior de si mesma. Seus órgãos vitais são internos e ocorrem muitos fenômenos dentro de si mesma, que a levam a recolhimento, a hospitalidade, o acolhimento. A mulher guarda leite nos seus seios,  tem os seus órgãos  sexuais internos, é voltada para a vida interior, recebe o pênis do marido dentro de si, recebe e guarda o filho no seu ventre para o seu primeiro estágio no mundo e guarda-o no colo ainda bebê. Nisto vemos que a sua função existencial é hospedar, receber, acolher, guardar pessoas, segredos, coisas, ouvir, ser confidente, saber consolar, levar as pessoas a  voltar-se para o interior também.
Nossa Senhora foi uma mulher virgem e casta, mas mesmo sem ter experimentado sexualmente homem, ainda guardou o próprio filho de Deus, o Verbo Encarnado. “Eis que conceberás e darás a luz um filho, e lhe porás o nome de Jesus.” (Lc 1,31).  Ela já guardava  a sua Santa Palavra (Verbo) no coração “Sua mãe guardava todas estas coisas no seu coração.” Lc. 2,51. A mulher é escolhida por Deus para ser hospitaleira, acolhedora, consoladora, conciliadora, guardar os segredos,  dinamizar  o recolhimento interior.
 Na comunicação, a mulher é receptora sensível, tem a especialidade de resgatar todos os dados, as emoções que viveu ao contar os casos com fidelidade aos pormenores, costuma dar os recados inteiros, espalha rápido as noticias com toda a riqueza dos detalhes.  A palavra do salmo 67,12  ensina o sentido de ser mulher: “Apenas o Senhor profere uma palavra, tornam-se numerosas as mulheres que anunciam a Boa Nova.
A 1ª pessoa a ver Jesus Cristo na sua ressurreição foi uma mulher recuperada de adultério, Jesus não tinha preconceitos e usou esta mulher para espalhar a noticia. "No primeiro dia que se seguia ao Sábado, Maria Madalena foi ao sepulcro, de manhã cedo, quando ainda estava escuro. Viu a pedra removida do sepulcro. Correu e foi dizer a Simão Pedro e ao outro discípulo Jesus amava: 'Tiraram o senhor do sepulcro, e não sabemos onde o puseram?” (Jo.20, 1-2). As mulheres são as melhores evangelizadoras e missionárias do Reino de Deus!
A mulher tem inteligência emocional intuitiva, uma visão de mundo subjetiva, rica de detalhes, solícita para perceber e intervir nas situações, fazendo acontecer as coisas, dando um jeitinho feminino e entrando pela via do coração que conhece razões que a própria Razão desconhece. A mulher sempre acha um rastro de misericórdia que envolve seu coração e a leva a lutar mais um pouco por alguém.  Nossa Senhora percebeu o detalhe da falta de vinho e foi prontamente intervir diante de seu filho Jesus Cristo, “Como viesse a faltar vinho, a mãe de Jesus disse-lhe: Eles já não tem vinho! Respondeu-lhe Jesus: Mulher, isso nos compete a nós? Minha hora ainda não chegou. Disse, então, sua mãe aos serventes: Fazei o que ele vos disser.” (Jo.2,3-5) . Ela sabia fazer-se obedecida por seu filho! A mãe dos filhos de Zebedeu, também pediu um lugar à mesa ao lado de Jesus para os seus filhos no Reino dos Céus,  em (Mt. 20,20-23). Deus fez a mulher para ser  intercessora, parece que ela ganhou um reflexo da misericórdia de Deus.
A maior graça da vida de uma mulher é ser mãe. A maternidade tanto física ou psicológica ou espiritual é a grande função da Mulher. Existe uma confirmação bíblica de que a mulher será santificada pela maternidade. “Contudo, a mulher poderá salvar-se, cumprindo os deveres de mãe, contando que permaneça com modéstia na fé, na caridade e na santidade.” (1 Tim2,15 ).
A mulher tem 2 estágios de maternidade: A maternidade psico-biológica gera filhos da barriga, naturais, ou adotivos na juventude que precisamos cuidar até se tornarem adultos, do desenvolvimento biológico, psicológico, espiritual, integração social. A maternidade psico-espiritual gera filhos do coração, adotivos, na idade madura, que precisamos cuidar ocasionalmente ou só internamente com a nossa experiência de vida. Os parentes, os netos, sobrinhos, os filhos da Igreja, os filhos da profissão.
Nossa Senhora é um ótimo modelo de mulher e de mãe!
Nossa Senhora teve a maternidade psico-biológica : “Eis que conceberás e darás a luz um filho, e lhe porás o nome de Jesus.” (Lc 1,31). Ela concebeu, teve fecundação, participou realmente do processo da fecundação e não foi barriga de aluguel. Jesus é filho de Maria. Ela é mãe de Deus. Ela deu a luz, teve parto realmente, permanecendo virgem. Ela, com a ajuda de São José,  criou e educou Jesus Cristo até a idade adulta.
Nossa Senhora teve a maternidade psico-espiritual: A Igreja são os seus filhos que lhe foram dados por herança de seu Filho na cruz. “ Quando Jesus viu sua mãe e perto dela o discípulo que amava disse à sua mãe: “Mulher, eis aí teu filho”. Depois disse ao discípulo: Eis aí tua mãe.” Desta hora em diante o discípulo a levou para sua casa”.  (Jo.19,26-27).  Nossa Senhora  guarda até hoje a Igreja em seu coração de mãe. Leve ela para sua casa como João,  pois você também  é Igreja, é seu filho espiritual e já está guardado por ela.
Há hoje uma desvalorização da maternidade em prol do profissionalismo feminino. Parece que não é importante ocupar-se com os filhos e até a fraternidade ou ter muitos filhos está fora de moda, ou comum custo muito alto.
A sociedade usa o profissionalismo feminino, completando e cobrindo com o trabalho da mulher o erro da inflação econômica, o déficit de salários mínimos insuficiente para conter o orçamento do lar, a ausência do homem, do pai na família.
Aconteceu um  desenvolvimento profissional da Mulher, uma valorização social e política, uma senso de ser útil à sociedade, mas também gerou uma competição com os homens, um desgaste pelos serviços caseiros mal repartidos, uma desvalorização do parceiro masculino, uma culpa da ausência do lar e culpa de trabalhar fora, culpa da ausência materna na educação dos filhos.
Estes novos conflitos da mulher que trabalha fora de casa precisam ser resolvidos, com trabalhos de meio período de carga horária, com tarefas profissionais mais femininas, com tarefas profissionais domiciliares por encomenda,  prestação de serviços periódicos, etc... Tudo isto  impulsiona a Mulher a elaborar novos sentidos, novos paradigmas para responder a vida moderna reformando seus conceitos de Educação e também podendo contar com serviços de ajuda educacional pedagógica para  educar os filhos.
O mais doloroso destes conflitos existenciais para a mulher é a culpa de trabalhar fora que não permite estar com os filhos o tempo integral. Se este sentimento toma espaço no seu interior, só conseguem dar muitos brinquedos e lazer para aplacar a culpa. E no pouco tempo que lhe resta de presença com eles a mãe não consegue dialogar, corrigir os filhos, conversar sem cobrança,  aproveitar o tempo com intimidade materna,  plantar valores cristãos para enfrentar a cultura de morte que os filhos vão descobrir na adolescência.
O ideal é melhorar a qualidade das horas passadas com os filhos, não é necessário ser 24 horas! Mas, sem se sentir culpada poder contar com os serviços de apoio educacional: pré escola, creches, babás, etc...
Existe um momento especial  e  um consolo da parte de Jesus Cristo para nós Mulheres destes tempos difíceis, na 8ª estação da Via Sacra. Jesus parou o seu Calvário por causa das mulheres que choravam por Ele e ainda se referiu a nós, mulheres de um futuro tempo difícil, talvez deste 3º Milênio. “Seguia-O uma grande multidão de povo e de mulheres que batiam no peito e O lamentavam. Voltando-se para elas Jesus disse: “Filhas de Jerusalém, não choreis sobre mim, mas chorai sobre vós mesmas e sobre os vossos filhos. Porque virão dias em que se dirá : Felizes as estéreis e os ventres que não geraram e os peitos que não amamentaram !””( Lc. 23, 27-29). Que consolo, Ele já sabia dos sofrimentos das mães atuais!  Jesus parou o  seu Calvário por nós! Já que esta sociedade consumista, materialista está destruindo o valor de ser mãe e mulher. Deus nos valorizou! Que gentileza! Que homem cavalheiro, disponível, atencioso! Como Jesus considerou importante a mulher deste 3º Milênio!

Juracy Villares

Comunidade Missionária Santíssima Trindade

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