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O sentido do sexo aos olhos de Deus

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Do livro: “Vocação: uma vida encantada com Deus!” de Juracy Villares.
É importante descobrir o sentido da sexualidade aos olhos de Deus “Homem e mulher Ele os criou, abençoou-os e lhes deu o nome de homem, no dia em que foram criados” (Gênesis 5,2).
De acordo com a narrativa bíblica, nesse texto há dois sentidos para a palavra homem: masculino, em contraposição a feminino, e ser humano. Quando Deus criou o homem (ser humano) ele o fez homem e mulher (dois sexos diferentes). O ser humano é constituído de uma glândula hormonal situada na parte central do cérebro, a hipófise, que é responsável pelo controle hormonal que regula toda a atividade sexual e, portanto, pelas características da identidade sexual, pela atração física heterossexual, etc. Deus tem os direitos autorais sobre a sexualidade humana, o que nos impede de fazer qualquer alteração em sua obra.
Todo o texto de Gênesis dos capítulos 1 a 11 nos fala de verdades conceituais, um ensinamento religioso que determina as relações do homem e o seu Criador, válidas universalmente em qualquer tempo. Antes do pecado original, num estado de graça e providência divina, ocorreu a criação do sexo e a criação da mulher. “O Senhor Deus disse: ‘Não é bom que o homem esteja só; vou dar-lhe uma ajuda que lhe seja adequada.’ (…) Então o Senhor Deus mandou ao homem um profundo sono; e enquanto ele dormia, tomou-lhe uma costela e fechou com carne o seu lugar. E da costela que tinha tomado do homem, o Senhor Deus fez uma mulher, e levou-a para junto do homem. ‘Eis agora aqui, disse o homem, o osso de meus ossos e a carne de minha carne; ela se chamará mulher, porque foi tomada do homem.’ Por isso o homem deixa o seu pai e sua mãe para se unir à sua mulher; e já não são mais que uma só carne. O homem e a mulher estavam nus, e não se envergonhavam.” Iaweh Deus disse: Não é bom que o homem esteja só. Vou fazer uma auxiliar que lhe corresponda”. (Gênesis 2, 18, 21-25).
Há uma interpretação equivocada e errônea relacionando sexo com o pecado original. Não foi o demônio quem criou o sexo e nem o homem o descobriu sozinho. Deus, em sua infinita bondade e sabedoria, concebeu o sexo. O homem estava dormindo em sono profundo e nem conhecia mulher. O homem não teve iniciativa do sexo. É pura graça de Deus. Deus estava ali, fez a mulher, levou-a junto do homem. Se Deus não quisesse o sexo não teria feito homem e mulher com uma força de atração, semelhante a um imã, e não os teria colocado juntos.
No versículo 23, vemos descrito o sentimento de unidade que brota do gozo sexual: “...osso de meus ossos e carne de minha carne!”  Deus quis o sexo e é glorificado quando fazemos sexo segundo seus preceitos. Deus estava ali com eles, estavam nus e não se envergonhavam. O sexo é a três: Deus, o homem e a mulher.
No versículo 24, é estabelecido um critério fundamental para a relação sexual: emancipação psicológica de pai e mãe: “Por isso, um homem deixa o seu pai e a sua mãe, se une à sua mulher; e eles se tornam uma só carne”. Um critério bastante desrespeitado hoje em dia! Há uma necessidade de emancipação psicológica dos pais. Não basta morar em outra casa, é necessária uma emancipação interior de critérios, de filosofia de vida, de conceitos, de independência afetiva, além da independência econômica.
Os animais passam por um desmame de alimentação, de companhia materna. Passam a caçar, sobreviver independentemente, a lutar por território e, a seguir, procriam, pois animal que não desmamou, não copula.

O próprio Jesus ensinou: “Não lestes que o Criador, no começo, fez o homem e a mulher e disse: Por isso, o homem deixará seu pai e sua mãe e se unirá à sua mulher; e os dois formarão uma só carne? Assim, já não são dois, mas uma só carne. Portanto, não separe o homem o que Deus uniu” (Mateus 19, 4-6). Jesus nos alerta para as três ações de Seu Pai, o Criador: fez o homem e a mulher, disse o critério para uma vida sexual e uniu o casal.

Juracy Villares

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