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Jovem, encare a sua excitação sexual!

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Do livro: “Vocação: uma vida encantada com Deus!” de Juracy Villares.
Quando falamos em sexo, precisamos situar o contexto que estamos usando como referência. Atualmente, há um bombardeio de ‘concepções’ e ‘teorias’ sobre sexo, completamente opostas ao ideal aqui proposto, causando confusão e influenciando a juventude desprevenida de reflexão e de valores próprios.
Aqui, neste artigo, está a concepção cristã da vida sexual, vemos a beleza da sexualidade no homem e na mulher como Deus a concebeu. O mundo de hoje não percebe essa maravilha. O pecado cegou-lhes os olhos. O que será que o Cristo ensinaria sobre como enfrentar sua excitação sexual quando não pode satisfazê-la agora?
Independentemente da mentalidade da pessoa, o desenvolvimento sexual acontece após a puberdade, e a necessidade sexual revela-se de modo súbito à consciência do homem como uma invasão do orgânico no psíquico. Ocorre um impacto somático endócrino que é refletido no psiquismo.
Sempre aconselho aos cristãos consagrar o estado de sono a Deus e pedir sonhos eróticos, alegres e saudáveis a Jesus Cristo, que foi homem também e entende de vida casta. Sonhar que está tendo relação sexual heterossexual quando se está dormindo de verdade não é pecado! É muito bom e coloca o organismo em dia, relaxa sem pecar! E viva a castidade, por Jesus Cristo!...
Como proceder diante de um estímulo heterossexual que provoca a excitação sexual, quando não podemos aceitar a situação, por ser pecado?
Sabemos, que Deus é glorificado em cada ato sexual no matrimônio. Quando um homem e uma mulher celebram o amor, que é Deus, polarizam todas as fibras de seu ser no Amor, saindo de si para o outro. Deus recebe para Si cada gesto de amor entre os casais que têm uma união sacramental, refletindo assim a unidade da Trindade Santíssima. Cada carinho trocado entre os esposos é considerado oração no céu, quanto mais o ato sexual!
O que faz o sexo ser pecado é o desrespeito com que tem sido celebrado (impureza, adultério), fora do contexto para o qual foi criado.
O que fazer diante do sexo oposto se não posso ter sexo agora e não quero pecar?
Diante de um estímulo heterossexual, por exemplo, um rapaz que olhou para o corpo de uma moça - estímulo visual - ou uma moça que ouviu uma voz muito masculina - estímulo auditivo - ocorre excitação sexual involuntária, que não é pecado.
Acontece que os estímulos visuais e auditivos atingem os órgãos do sentido que enviam estímulos neurológicos à hipófise e esta provoca uma descarga de hormônios e, então, há modificações a nível genital: ereção masculina e umedecimento vaginal feminino.
A atitude mais adequada é não fazer a repressão sexual, mesmo quando é necessário abster-se, mas assumir a atividade sexual com serenidade como diante de outros fenômenos biológicos de nosso organismo, da mesma forma que o arroto ou a prisão de ventre.
1º)- É importante contemplar o estímulo com louvor à criatura e ao Criador, dialogar com Deus. Contemplar a pessoa do sexo oposto com louvor e agradecer a Deus.
2º) Também é saudável assumir a nossa própria sexualidade louvando a Deus porque nossa “maquininha sexual” funciona bem (ser verdadeiramente homem ou ser verdadeiramente mulher). Agradecer a Deus a própria missão existencial no mundo, que é muito maior que a sexualidade. Ao comparar a motivação existencial com a motivação sexual, ocorre um questionamento da importância das motivações, prevalecendo a motivação existencial, caso elas não sejam coincidentes. No caso do matrimônio, em que elas são coincidentes, o encontro do casal será em plenitude.
A atração física heterossexual é saudável e resultado de um funcionamento normal da hipófise e das outras funções psíquicas. Indica que a pessoa é verdadeiramente homem ou verdadeiramente mulher.
3º) Diante da situação de motivação sexual e da vocação proveniente da motivação existencial, optar novamente: “Dizei somente: Sim, se é sim; não, se é não. Tudo o que passa além disto, vem do Maligno” (Mateus 5,37). Veja também isto, em Romanos 14,22-23: “Tens uma convicção: guarda-a para ti mesmo diante de Deus. Feliz é aquele que não se condena a si mesmo no ato a que se decide. Mas, aquele que come apesar de suas dúvidas, condena-se, por não se guiar pela convicção. Tudo o que não procede da convicção é pecado”.
4º) Após a opção feita nesse diálogo consigo mesmo, tome a atitude correspondente já. Caia fora da situação de pecado. Fica esperto! Tenha uma santa fuga.
Com esse procedimento pode-se ter abstinência sexual e desenvolver maturidade psico-afetiva sexual que virá a seu tempo, integrando a tendência sexual com a tendência erótica e o sentido da vida.
Quanto à frustração sexual, “basta incentivar e proporcionar aos jovens a companhia de pessoas da mesma idade, de ambos os sexos, com danças, esportes e lazer descontraídos. Feito isto, o rapaz mais cedo ou mais tarde ficará ‘apaixonado’, isto é, encontrará uma companheira e, claro está, no sentido erótico e não no sentido sexual da palavra. Em acontecendo isto, logo a necessidade sexual desaparece como que por encanto.
 Estes rapazes admitem com freqüência, por exemplo, que literalmente ‘se esqueceram’ de se masturbarem. Sentem-se atraídos pela companhia da moça que escolheram, para além de qualquer atitude sexual.
Quer dizer: aquilo que é grosseiramente sexual nos jovens passa automaticamente para segundo plano, no exato momento em que se apaixonam emocionalmente, com as suas exigências insatisfeitas, ou apesar delas. E, em contrapartida, passa para primeiro plano o erótico. Assim, bruscamente, a tônica desloca-se do sexual para o erótico, verificando-se abrupta mudança de tom entre as tendências sexuais e eróticas que se apresentam, nos jovens, em certo antagonismo. Pois bem: a proporcionalidade recíproca entre a sexualidade e a eroticidade é precisamente aquilo de que nos devemos servir para tratar os rapazes novos que sofrem de “necessidade sexual”. Frankl, Viktor E. Psicoterapia e sentido da vida, p. 213.
Assim, a prevenção de distúrbios neurótico-sexuais baseia-se numa educação da capacidade de amar e na capacidade de entrega de si mesmo. Para os jovens, é saudável namorar. Psicologicamente, nessa fase, é preferível namorar a “ficar”.
Conheça ao outra pessoa de sexo oposto por dentro. Não é por dentro da roupa! Conheça ao outra pessoa na sua vida psicológica, no seu modo de pensar, de sentir, os seus projetos de vida, seus desejos, o seu interior. Isto é namorar.
Jovem, quanto mais namorar e crescer o relacionamento erótico, melhor a auto-estima, menor a necessidade sexual e menor a necessidade de masturbação.
Jovem, arranje namoro de verdade! NAMORE e seja mais Santo(a)!
A respeito da chamada necessidade sexual da juventude, temos dois tipos diferentes de problemas: a frustração sexual (falta de namoro) e a frustração existencial (falta de sentido de vida). Jovem, onde está a sua vocação?

Juracy Villares

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