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Alimento Espiritual: Artigos e Formação

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Opção sócio-econômica na família pela Fé

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Do livro: “Vocação: uma vida encantada com Deus!” de Juracy Villares.
Não agrada a Deus vivermos só para possuir bens e ter fartura. O trabalho tem uma finalidade de integração na sociedade, de sobrevivência e de autotranscendência que nos realiza como pessoas. “Porque nada trouxemos ao mundo, como tampouco nada poderemos levar. Tendo alimento e vestuário, contentemo-nos com isto. Aqueles que ambicionam tornar-se ricos caem nas armadilhas do demônio e em muitos desejos insensatos e nocivos, que precipitam os homens no abismo da ruína e da perdição. Porque a raiz de todos os males é o amor ao dinheiro. Acossados pela cobiça, alguns se desviaram da fé e se enredaram em muitas aflições” (1 Timóteo 6, 7-10).
A sociedade vive condições e necessidades sócio-econômicas diferentes, que variam de acordo com a situação de cada pessoa. Didaticamente, pode-se considerar que as classes sociais variam de zero a dez em uma escala social, determinando uma certa mentalidade, certas necessidades, certas prioridades, conforme o degrau em que a pessoa se encontra. Assim, as necessidades de uma pessoa de classe 8 não são as mesmas de uma pessoa de classe 4.
Façamos alguns questionamentos: Em que degrau dessa escala sócio economica fomos criados? Qual a mentalidade de nossos pais ao nos criar? Que status sócio-econômico almejamos na sociedade? Onde vamos plantar o nosso lar ou a nossa comunidade eclesial? O que significa voto de pobreza?

“O senhor não deixa o justo passar fome, mas repele a cobiça do ímpio” (Provérbios 10,3). Se o Senhor não deixa uma pessoa que vive para Ele passar fome, antes de procurar trabalho é necessário trabalhar voluntariamente para Deus. E nós também precisamos ser solícitos com todos estes que são filhos de Deus. “Fui jovem e já sou velho, mas jamais vi o justo abandonado, nem os seus filhos a mendigar pão” (Salmo 36, 25). Precisamos confiar em Deus e repartir com os irmãos.

“Não é minha penúria que me faz falar. Aprendi a contentar-me com o que tenho. Sei viver na penúria, e sei também viver na abundância. Estou acostumado a todas as vicissitudes: a ter fartura e a passar fome, a ter abundância e a padecer necessidade. Tudo posso Naquele que me conforta” (Filipenses 4, 11-13). O livro do Eclesiástico, nos capítulos 29 e 31, nos ensina sobre o uso das riquezas. “Bem aventurado o rico que foi achado sem mácula, que não correu atrás do ouro, que não colocou sua esperança no dinheiro e nos tesouros! Quem é este homem para que o felicitemos? Ele fez prodígios durante sua vida. Àquele que foi tentado pelo ouro e foi perfeito, está reservada uma glória eterna; ele podia transgredir a lei e não a violou. Ele podia fazer o mal e não o fez. Por isso, seus bens serão fortalecidos no Senhor e toda a assembléia dos santos louvará as suas esmolas” (Eclesiástico.31,8-11).
Com esses parâmetros bíblicos, podemos verificar as nossas possibilidades e as condições de nossa realidade para fazermos uma opção de fé, a fim de orientarmos nossa vida e nossa realidade sócio-econômica a partir da fé e não da quantia de dinheiro que temos no bolso. Assim, podemos testemunhar, no nosso ambiente social, a vitória de Jesus Cristo na nossa sobrevivência. Não podemos servir a dois senhores: “Não podeis servir a Deus e a Riqueza” (Mateus 6,24).

Juracy Villares

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