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095 ST – O que nos espera no final desta vida consagrada?

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O maior medo dos celibatários atendidos é a solidão da velhice, como se o único vínculo de amor profundo fosse um companheiro sexual. Esta mensagem negativa é fruto da inflação sexual do nosso século e do materialismo. No mundo é costume servir primeiro o vinho bom e depois o pior. “... É costume servir primeiro o vinho bom, e depois quando os convidados já estão quase embriagados, servir o menos bom. Mas Tu (Jesus) guardaste o vinho melhor até agora”.(Jo 2,10).
Jesus no seu relacionamento espiritual com os consagrados faz como na eternidade: Será sempre melhor a cada dia que passa. Tudo se renova. “ Não o sabes? Não o aprendeste? O Senhor é um Deus eterno, Ele cria os confins da terra, sem jamais fatigar-se nem aborrecer-se; ninguém pode sondar sua sabedoria. Dá forças ao homem acabrunhado, redobra o vigor do fraco. Até os adolescentes podem esgotar-se, e jovens robustos podem cambalear, mas aqueles que contam com o Senhor renovam suas forças, dá-lhes asas de águia. Correm sem se cansar, vão para frente sem se fatigar. (Is 40, 38-31).
Como em Caná, Ele tem sempre um vinho novo do amor a cada tempo que passa na vida consagrada. Não se deve ter medo, hoje, do que se deixou para trás. É preciso lançar-se cada vez mais no coração de Jesus.
Normalmente os consagrados e sacerdotes têm uma mentalidade de amor humano no relacionamento com Jesus, ficam angustiados e receosos como se o amor fosse deteriorar. Ao contrário, no futuro serão cada vez mais amantes, mais plenos, mais felizes, com vida abundante se orarem e mantiverem comunhão e fidelidade a Ele. “Por isso, nós, daqui em diante, a ninguém conhecemos de um modo humano. Muito embora tenhamos considerado Cristo dessa maneira, agora já não o julgamos assim. Todo aquele que está em Cristo, é uma nova criatura. Passou o que era velho; eis que tudo se fez novo! “. (II Cor. 5, 16-17).
Será que temos noticias de religiosos e consagrados com maus cuidados em sua velhice?
Ou talvez esteja sendo necessário renovarmos a nossa mentalidade, para acolhermos o amor divino de Jesus Cristo por nós!
Todos nós, como Igreja e Corpo místico de Cristo, caminhamos para os esponsais místicos com Deus a fim de ter uma intimidade profunda com Ele. O nosso futuro é mergulhar profundamente em Cristo, e Cristificar tudo o que existe em mim! Não terei tempo de ver se sobrou algo de Juracy?! Igreja professa comigo: “Jesus Cristo Ressuscitado, nosso eterno namorado!” A minha consagração teve este lema para acordar a Igreja de namorar, adorar com mais fervor a Jesus Cristo e fiz votos perpétuos no dia 12 de junho de 2005, onde se comemora no Brasil o dia dos namorados.
Neste mundo materialista é costume servir-se do melhor e com o tempo tudo se deteriora: sapato, roupa, comida, etc. Tudo no início é novo e com o tempo estraga, até o amor humano fica desgastado. Até dizem: “... carne fresca não tem ranço”. Na mentalidade do mundo tudo se acaba, fica rançoso. “No começo criastes a terra, e o céu é obra de vossas mãos. Um e outro passarão, enquanto Vós ficareis, tudo se acaba pelo uso como um traje, como uma veste, Vós o substituís, e eles hão de sumir. Mas, Vós permaneceis o mesmo e os vossos anos não tem fim”. (Salmo101, 26-28).

Juracy Villares

Do livro: “Vocação: uma vida encantada com Deus!”

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