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098 ST – Para o sacerdote ser Jesus é ser uma sarça ardente!

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No serviço eclesial do ministro ordenado, é o próprio Cristo que está presente na sua Igreja enquanto cabeça de seu corpo, Pastor de seu rebanho, Sumo Sacerdote do sacrifício Redentor, Mestre da Verdade.
A Igreja expressa isso dizendo que o sacerdote, em virtude do sacramento da Ordem, “age ín persona Christi Capitis” (age na pessoa de Cristo-Cabeça). Catecismo da Igreja Católica, 1548, pág. 366.
Amar a Jesus Cristo com entusiasmo de “ser um Nele” e não como se fosse um casamento, uma parceria. Ser um com alguém é andar em um mesmo caminho, é complementação, é “ser um com Ele”. É acertar o passo como no casamento. Muito mais que isso, o sacerdote é “ser um Nele”, é mesma identidade existencial.
Ser um Nele é uma identidade muito mais profunda, é uma mesma realidade existencial, com identidades ontológicas diferentes: divina e humana.
Poderíamos comparar a identidade existencial e ontológica do sacerdócio para a missão com a sarça ardente. (Ex 3, 1-15). Os padres são a sarça ardente – a sarça é o humano do padre que não se consome (identidade humana) e o fogo, a ardente pessoa de Jesus que toma conta da situação (identidade divina).
Assim Jesus Cristo está em vários sacerdotes em serviço: pregando um retiro, dando comunhão, fazendo consagração, absolvendo na confissão. O humano do sacerdote não se consome como a sarça, mas a presença ardente de Jesus encanta, unge, impele ao trabalho missionário, como aconteceu com Moisés.
Como Jesus trazia em si o Pai, o padre traz em si mesmo a pessoa de Jesus Cristo. “E se julgo, o meu julgamento é conforme a verdade, porque não estou sozinho, mas comigo está o Pai que me enviou”.(Jo, 8,16).
Jesus permanecia na vontade de Deus Pai e no Jardim das Oliveiras ou Getsemani até falou disso em Mt 26,39: “Meu Pai, se é possível, afasta de mim este cálice! Todavia não se faça o que eu quero, mas sim o que tu queres”.
E também citou que a vontade de Deus Pai era seu alimento diário. “Meu alimento é fazer a vontade daquele que me enviou e cumprir a sua obra”. João 4,34.
Jesus espera que seus padres tenham com ele, a mesma atitude que ele teve com seu Pai. “Em verdade, em verdade vos digo, o filho de si mesmo não pode fazer coisa alguma; ele só faz o que vê fazer o Pai; e tudo o que o Pai faz, fá-lo também semelhantemente o Filho”.(Jo, 5,19).
O sacerdote precisa conquistar de si mesmo esta identidade de vontade com seu sócio majoritário Jesus Cristo.
Será que os nossos padres se parecem com Jesus?... Jesus se identificou tanto com os apóstolos, que Judas precisava valer-se de uma senha para identificá-lo junto aos guardas. “Ora, o traidor tinha-lhes dado o seguinte sinal: Aquele a quem eu beijar é ele; prendei-o e levai-o com cuidado”. (Mc 14,44).
Será que hoje, nós leigos não estamos reconhecendo esta identidade, ou, será que nossos queridos sacerdotes não estão querendo se confundir com o Cristo? ...
Com todo o carinho, quero encontrar Jesus Cristo em cada sacerdote, que Deus colocar no meu caminho, para cuidar ou para ser cuidada.

Juracy Villares

livro: “Vocação: uma vida encantada com Deus!”

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